SOB O CHÃ0

PAULA ALMOZARA

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conversa com a artista

 

a flor da pele

 

SOB O CHÃO

Exposição individual da artista Paula Almozara no Tote Espaço Cultural apresentando trabalhos recentes com gravações em laser sobre papel, objetos, intervenções pictóricas, fotografia e vídeo.

O título da exposição “Sob o chão” é uma referência ao período em que a artista realizou pesquisa de campo em seu pós-doutoramento na Escola de Belas-Artes da Universidade do Porto em Portugal, entre os anos de 2022 e 2023. Paula realizou incursões nas regiões dos caminhos de ferro do Tua entre Mirandela e Bragança, e nas minas abandonadas da região de Regoufe no Norte de Portugal.

Nesses lugares as deambulações e os caminhos percorridos convergiram para uma percepção sobre histórias comuns, apagamentos e soterramentos de lembranças e arquivos e na forma como lidamos com as ruínas da memória que nos impele a escavar esses espaços em busca de sentidos de vida.

Os elementos relacionados às construções dos espaços percorridos, como muros de pedras, paredes em ruínas, traços e escombros de antigas construções, restos de madeira, arquivos com documentos em livros e papéis soltos, são apresentados nessa exposição de forma metafórica e reencenam algumas questões elementares sobre as materialidades encontradas nesses espaços.

A destruição provocada pelo abandono, pelas relações econômicas de diferentes épocas, bem como a necessidade de salvaguarda das histórias sociais, econômicas e científicas são pensadas nessa exposição a partir das escolhas que a artista faz de certos procedimentos não tradicionais, como o uso da gravação laser para “desenhar” sobre o papel, no qual a queima das fibras de papel simboliza um apagamento ao inverso, o fogo que destrói agora marca o papel com as imagens que representam os espaços percorridos e criam topografias imaginárias das coisas vistas. Por sua vez a recolha de elementos encontrados nos percursos e reconfigurados em objetos nesta exposição é uma estratégia de construção de uma narrativa sobre as ruínas de um passado não tão distante. Enfim, todos os elementos utilizados remetem as estruturas de casas e edifícios, e de espaços que contém outros espaços, como o desdobramento cartográfico de uma câmera fotográfica e de uma câmera escura usadas no processo, como se fossem plantas baixas de uma casa.

 
 
 
silvia ribeiro

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